Ontem a noite (12/01) o jornalista Plínio Lins conversou com Mário Agra por mais de 2 h no restaurante BARROCO no Bairro de Jaraguá, com as mesas praticamente lotadas, e com a presença de 15 jornalistas. Além dos profissionais de comunicação, estiveram presentes: o atual Deputado Federal Mauricio Quintela, Preside da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió Paula Sarmento, superintendente de desenvolvimento Agropecuário de Alagoas, Hibernon Cavalcante e o pré-candidato a Prefeito de Maceió pelo PSOL Alexandre Fleming.
Após contar que seu nome (Plínio) teria sido uma homenagem feita por seu pai ao Plínio Salgado, ele relatou sobre sua vida de boemia no Rio de Janeiro e de aventureiro após decidir comprar uma moto e viajar por muitos meses pela America do Sul e por vários estados brasileiros.Chegando em Maceió, decidiu ficar e permanece até hoje, mas para isso e sem conhecer ninguém, morou na rua por quatro meses, trabalhando em restaurantes , lavou muitos carros e deu muitos banhos em cachorros, tudo para conseguir sobreviver e em muitos casos, trabalhando por um prato de comida.
Posteriormente Plínio passou a relatar suas experiências jornalísticas. Falou de suas experiências nos diversos jornais alagoanos. Aí surgiu um momento de descontração quando Plínio todo empolgado informou da sua grande entrevista com o Rei do Baião LUIZ GONZAGA, e disse empolgado: “ele sem sanfona cantou só para mim, as 19 estrofes da música “a Triste Partida”. Em seguida Mário Agra deu o troco: “Plínio, você esteve com gonzagão uma vez, já eu, tive duas vezes. Uma quando tinha oito anos e meu pai me apresentou ao sanfoneiro dizendo todo orgulhoso que eu tocava sanfona. Luiz Gonzaga pegou a sanfona branca, botou no meu colo (a danada era maior que eu), e disse: toca. Eu todo sem jeito toquei ASA BRANCA, ele brincou, passou na minha cabeça e disse que eu iria tocar muito. Dezoito anos depois, encontrei Luis Gonzaga, numa churrascaria aqui em Alagoas, parti para mesa dele e disse: Seu Luiz... o senhor mentiu pra mim. Ele olhou, sem entender nada. Qual o ar de sua graça? “ o que disse a tu Rapaz? respondi: Eu era pequeno, você botou sua sanfona no meu colo e disse que eu ia tocar muito. Pois bem já se passou 18 anos e ainda não aprendi a tocar nessa gota. Sem pestanejar, Gonzagão deu um grito no garçon e disse: Cabra veio, traga um copo prá eu dar uma pinga a esse jovem prá vê se esse condenado esquece a mentira que eu disse a ele. Boas gargalhadas e eu feliz da vida, voltei a minha mesa depois de engolir uma bexiguenta de uma cachaça da peste de ruim”.
Em seguida, Plínio defendeu o diploma para jornalista, contou os bons e péssimos momentos jornalísticos. Criticou o controle político das informações na imprensa nacional e alagoana e a dependência delas, no caso de Alagoas, dos recursos públicos do governo estadual e municipais.
Cutucado por Mário Agra, ele relatou suas convicções quanto aos casos mais polêmicos de assassinatos em Alagoas e no Brasil.
Por ter sido Plínio uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime,
Mário Agra perguntou:
- Plínio....QUEM MATOU O PAULO CESAR FARIAS?
-“ SUZANA MARCOLINO...E DEPOIS ASSASSINARAM ELA”. Respondeu Plínio sem pestanejar. “ESTOU CONVICTO”.
- Plínio... você também acompanhou as investigações, juntamente com Luiza Barreiros e a fotógrafa Ivete, o bárbaro assassinato da então deputada Federal e amiga de Fernando Henrique Cardoso no período de pleno exercício presidencial.... afinal... QUEM MATOU A DEPUTADA CECI CUNHA?
- “ TALVANES ALBUQUERQUE”- Primeiro suplente de Ceci Cunha.
Ping pong da POLÍTICA:
Após fazer um balanço da política nacional, Plínio disse que respeitava a posição política do PSOL, mas destacou a importância política, econômica e social do governo LULA e DILMA.
Perguntado se teria condições de lembrar o nome dos 9 deputados federais por Alagoas, Plínio citou rapidamente o nome de cinco, iniciando pelo Maurício Quintela que estava presente, mas só concluiu, com a ajuda dos presentes. Quanto aos deputados Estaduais, parou no sexto tendo dificuldade de lembrar os 21 restantes. Quanto a Câmara de Vereadores, lembrou de imediato de Heloisa Helena, Marcelo Malta e parou.
PING PONG:
MA -Você ainda é filiado ao PCdoB?
PL -Sim. Apenas filiado, mas sem militância.
MA – Quais as melhores figuras públicas da política alagoana?
PL – O velho TEOTÔNIO VILELA (pai), HELOISA HELENA, EDUARDO BOMFIM e o ALDO REBÊLO (este ultimo não é deputado por Alagoas, mas é alagoano)
MA- E os piores?
PL- SURUAGY, COLLOR e GERALDO BULHÕES
MA – Que nota você daria a Dilma?
PL –08 ( oito)
MA- A bancada federal ( deputados e senadores) de Alagoas?
PL – 05 (cinco)
MA – Ao Governador Teotônio Vilela Filho?
PL – 06 (seis)
MA – A Assembléia Legislativa?
PL – 0 (zero)
MA – Ao Prefeito Cícero Almeida?
PL – 04 (quatro) para o segundo mandato
MA- E para Câmara de Vereadores?
PL- Não merece nota
Após o encerramento do evento, Mário Agra salientou para alguns jornalistas ainda presentes que cometeu dois grandes erros, em ter esquecido em perguntar ao Plínio, sobre os bastidores do famoso e último debate LULA X COLLOR em 1989, onde o primeiro amarelou e frustrou uma grande parcela da população brasileira. Naquele dia, Plínio e outros jornalistas, teriam preparado LULA horas antes do debate, mas a linha adotada de ultima hora foi outra. Que aconteceu? Sei que ele tem uma boa informação que poucas pessoas sabem o que verdadeiramente aconteceu naquele dia e o que levou LULA a mudar de postura.
A segunda pergunta que não foi feita refere-se ao famoso discurso de Renan Calheiros feito da tribuna da Assembléia Legislativa de Alagoas em 1978, desafiando Collor. Afinal.... quem fez aquele famoso texto intitulado “ O PRINCIPE HERDEIRO DA CORRUPÇÃO”.
Errei...disse Mário Agra, mas não tem problema, o Plínio ainda voltará aqui para contar essas duas histórias direitinho, finalizou Agra.
Na próxima quinta (19/01), será a vez de Joaldo Cavalcante, ex-Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do governo estadual por duas gestões.



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