quarta-feira, 4 de abril de 2012

INFORMATIVO

Informamos que daremos uma parada no projeto nesta semana e retornaremos dia 12 com Marcelo Firmino, que deveria ter sido entrevistado na edição passada, mas, por motivos técnicos, achamos conveniente adiar.
Gostaríamos de convidar os estudantes de comunicação e os profissionais para prestigiar o nosso projeto e nosso convidado.

terça-feira, 27 de março de 2012

Venha fazer sua pergunta à Marcelo Firmino!

Nesta semana ouviremos o jornalista e atual Secretário de Comunicação da cidade de Maceió Marcelo Firmino.
Com um vasto currículo como jornalista, Marcelo Firmino nos contará um pouco sobre sua carreira, nos contará um pouco sobre sua trajetória profissional e ainda responderá perguntas sobre sua atual função de Secretário Municipal de Comunicação de Maceió.
O que será que Marcelo Firmino falará sobre os bastidores da comunicação municipal?
Nesta quinta 29, no Barroco comedoria às 20h.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O que tem a dizer Luiz Dantas, coordenador de comunicação da Câmara de Vereadores de Maceió?

O publicitário e ativista político Luiz Dantas, será o entrevistado nesta quinta feira, professor da Universidade Federal de Alagoas no curso de comunicação, coordenou diversas campanhas políticas em alagoas e atualmente é o coordenador de comunicação da Câmara de Vereadores de Maceió.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Justificativa


Informamos que o jornalista Jorge Oliveira, que seria entrevistado ontem dia 15 de março, depois de confirmar por várias vezes, não compareceu e não justificou a ausência, no entanto, daremos continuidade à nossa programação, recebendo na próxima quinta 22, o jornalista Luiz Dantas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Chegou a vez de Jorge Oliveira




Nesta quinta 15, o Projeto Fora de Pauta, que acontece no Barroco Comedoria, situado no Jaraguá, traz como convidado o jornalista Jorge Oliveira.

Jorge Oliveira é jornalista profissional há 46 anos; nasceu em 1948 no bairro do Prado, na cidade de Maceió. Iniciou a carreira como repórter em Alagoas, passou pelas principais redações dos jornais impressos e rádio: Diário de Alagoas, Gazeta de Alagoas e Jornal de Alagoas e Rádio Difusora. Na década de 1970, muda-se para o Rio de Janeiro, onde vai trabalhar nas redações do Correio da Manhã, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Folha de São Paulo, Última Hora, Tribuna da Imprensa, Jornal de Brasília, Rádio Nacional, Radio JB e Radio MEC.

Jorge ganhou dois prêmios Esso, o mais cobiçado Prêmio entre os jornalistas. O primeiro em 1980, com uma série de reportagens sobre energia nuclear, pelo Jornal de Brasília. Em 1981 ganhou novamente o prêmio Esso, desta vez em equipe e pelo Jornal do Brasil.

Mesmo sem estar trabalhando em redações, continua escrevendo semanalmente num semanário de Maceió. Respira jornalismo. Tem escrito alguns livros que são grandes e importantes reportagens, nos quais o tema é Alagoas, além das atividades como diretor de cinema.

terça-feira, 6 de março de 2012

EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER O PROJETO "FORA DE PAUTA" ENTREVISTA VALDICE GOMES.‏


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher o projeto "Fora de Pauta" entrevista Valdice Gomes. Na ocasião, teremos uma atração musical para homenagear todas as mulheres, nesta data tão especial. O projeto acontece sempre às quintas-feiras, no Barroco Comedoria localizado no Jaraguá, a partir das 20:30h.
Valdice Gomes nasceu na capital alagoana. De origem humilde, é a caçula de nove filhos. Sua mãe foi dona de casa e o pai trabalhou como vigilante e carroceiro. Iniciou no jornalismo em 1979, exerceu a função de revisora na revista Última Palavra e nos jornais Tribuna de Alagoas e Gazeta de Alagoas. Ainda na Gazeta de Alagoas foi repórter da editoria geral, pauteira e chefe de reportagem. Na área da assessoria de imprensa prestou serviços à Secretaria Municipal de Saúde de Maceió e ao Fundo de Microcrédito do Governo do Estado (Funcred).
É a segunda mulher e a primeira negra a assumir a presidência do Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas. Atualmente, encontra-se no seu segundo mandato a frente do Sindjornal. Também representa a Comissão Nacional de Jornalistas pela igualdade racial (Conjira/Fenaj) no Conselho Nacional de Políticas para Igualdade Racial (Cnpir/Seppir) e faz parte do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade vinculada aos agentes de pastoral negros do brasil (Apns).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Depois da folia, "Fora de Pauta" retorna com Flávio Gomes de Barros


Depois de uma pequena pausa carnavalesca, o projeto “Fora de Pauta” retoma sua série de entrevistas e o jornalista e procurador de estado Flávio Gomes de Barros é a bola da vez! O projeto acontece sempre às quintas-feiras, no Barroco Comedoria localizado no Jaraguá, a partir das 20:30h.
Flávio Gomes é jornalista do batente, aprendeu o ofício na prática mesmo, pois, na época em que começou a atuar ainda não havia curso superior de jornalismo em Alagoas, em 1976 conseguiu obter sua carteira profissional. Além de jornalista, Flávio Gomes é Bacharel em Direito pela UFAL e desde 1982 é Procurador de Estado. 
Trabalhou como redator na Rádio Gazeta e nos jornais Gazeta de Alagoas, Tribuna de Alagoas e Tribuna Independente onde é colunista político, desde julho de 2007. Foi assessor de comunicação do atual governador Teotônio Vilela Filho quando este foi Senador, da Prefeitura de Coruripe e do deputado federal João Lyra quando este também foi Senador.
Trabalhou em diversas campanhas políticas como a de  Divaldo Suruagy para governador e 1982, de Guilherme Palmeira para governador em 1986 e de João Lyra para senador em 1990. Foi Secretário Estadual de Comunicação no período de julho de 1997 a dezembro de 1998. Foi Vereador por Maceió, de abril de 1991 a fevereiro de 1992;
Além de Procurador de Estado e colunista político da Tribuna Independente é diretor editor da revista Alagoas S.A, presidente da APE/AL e presidente da Abrajet/AL

"Fora de Pauta" terá transmissão on-line do Cada Minuto


          O projeto "Fora de pauta" tem repercutido muito bem no meio jornalístico e tem recebido em seus programas muitos profissionais da área além de publicitários, artistas, intelectuais, políticos e empresários, “é mais uma tentativa de resgatar o bairro de Jaraguá como um ambiente boêmio e de efervescência cultural” afirma o idealizador do projeto Mário Agra.
        E devido a essa boa recepção do público, foi fechada uma bela parceria com o site de notícias CADA MINUTO que fará a transmissão das entrevistas do “Fora de Pauta” ao vivo pelo portal www.cadaminuto.com.br,  além de publicar vídeos com os melhoes momentos das entrevistas conduzidas pelo Engenheiro Mário Agra.
      O projeto “Fora de Pauta” conta ainda com o patocínio COOPERATIVA PINDORAMA e com o apio cultural da IAPOIS BRINDES.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O carnaval falou mais alto!

Em virtude das atividades carnavalescas, suspenderemos o projeto FORA DE PAUTA, retornando no dia 01 de março de 2012 com o jornalista e procurador do Estado Flávio Gomes de Barros e mais uma novidade: inauguramos a parceria com o site de notícias CADA MINUTO, que trará sua equipe, fazendo as filmagens das entrevistas, que serão transmitidas no site.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ELIANE AQUINO SERÁ A PRIMEIRA MULHER A PARTICIPAR DO “FORA DE PAUTA”

Alagoana de São José da Laje, Eliane Aquino foi a primeira mulher a fazer jornalismo político no estado de Alagoas e também será a primeira mulher a participar do programa “Fora de Pauta” na próxima quinta-feira a partir das 20h30min, no Barroco Comedoria, localizado no bairro do Jaraguá.

Com um portfólio denso, construído ao longo de seus 32 anos de carreira, Eliane Aquino estará diante de Mário Agra para contar às histórias que presenciou e viveu em diversos meios de comunicação em que trabalhou país afora em cidades como; São Luís, Belém, Manaus, Salvador, Brasília, Cuiabá e Goiânia. 

Eliane Aquino começou sua carreira trabalhando no Jornal de Alagoas em 1979 e com menos de um mês passou a cobrir a Assembléia Legislativa para a Editoria de Política, depois começou a cobrir a Câmara de Vereadores de Maceió, trabalhou nos semanários, Repórter Semanal de Nilton Oliveira e Extra da família Brêda, trabalhou também no jornal Gazeta de Alagoas como repórter. Passou nove anos fora de Alagoas e quando retornou trabalhou no jornal Diário de Alagoas na Chefia de Redação, depois assumiu a Chefia de Redação do jornal Gazeta durante a gestão de Pedro Collor e depois Fernando Collor, foi ainda Editora Geral do jornal Tribuna de Alagoas e Editora de Primeira Página do jornal Gazeta de Alagoas.

Como assessora de imprensa Eliane trabalhou em 1982 na campanha para deputado estadual de Mendonça Neto, foi militante voluntária da campanha de Ronaldo Lessa e Heloísa Helena para a Prefeitura de Maceió em 1992, fez assessoria de imprensa para Heloísa Helena como deputada estadual e foi assessora de comunicação da Prefeitura de Arapiraca na gestão de Célia Rocha. Desde 1998 faz assessoria de imprensa para Teotonio Vilela e prestou consultoria de imprensa para Helenildo Ribeiro, na Câmara Federal. Como repórter, entrevistou políticos em destaque no Brasil; como Tancredo Neves, José Sarney, FHC, Lula, ACM, Jader Barbalho, Luiz Carlos Prestes, Franco Montoro, Mário Covas, entre outros.

A cada semana o projeto “Fora de Pauta” consolida-se como um momento de raro debate ente jornalistas, intelectuais, artistas e sociedade em geral a respeito da realidade sócio-política alagoana e brasileira, além de servir como um espaço de bate-papo sobre os bastidores da imprensa e o papel que a mídia representa em nossas vidas.

Eliane Aquino costuma dizer que durante toda a sua vida profissional tem tentado agir com justiça e imparcialidade com a informação e parcial e justa em suas opiniões "mais da metade da minha vida tenho vivido como jornalista, as vezes acho que já nasci assim, em busca da informação" afirma a jornalista que trabalha em um grande projeto para 2012: um livro-reportagem sobre o assassinato do Cabo Gonçalves.

Antonio Pereira dá nota Zero para a Assembléia Legislativa


No início da entrevista, Mário Agra pergunta o que levou Antonio Pereira à fazer jornalismo, Toinho responde explicando que estava certo de que faria direito, mas, na hora da inscrição acabou optando por jornalismo.

Antonio Pereira fala sobre os cursos de comunicação de antes e os de hoje, contando a origem deles. Explicou que no início não existiam profissionais qualificados para ministrar as aulas dos cursos de comunicação e hoje, nas salas tem-se profissionais teóricos e poucos que realmente exercem a profissão.

Agra pergunta se é difícil fazer jornalismo em Alagoas, Toinho responde que fez um levantamento e observou que menos de cinco jornalistas em Alagoas conseguem viver bem apenas com o exercício de sua profissão, ou seja, sustentam sua família dando condições confortáveis, algo muito difícil já que o piso em Alagoas de R$ 2.300,00 é o maior do país.

Toinho afirma que hoje é possível manter um jornal sem depender das finanças governamentais, mesmo com dificuldades.

Mário Agra pergunta se é mais difícil fazer jornalismo ou assessoria de comunicação.

Antonio Pereira acredita que pare ser jornalista pleno é preciso estar no veículo impresso ou no rádio, TV, internet. O assessor faz o release e apresenta como sugestão de pauta para o jornalista.

Agra pergunta se ainda existe uma censura na imprensa Alagoana, Toinho afirma que existe sim em empresas de comunicação de Alagoas, menos na Tribuna Independente, e cita: "Jornal Gazeta de Alagoas, TV Gazeta de Alagoas, O Jornal, TV Pajuçara, o dono é quem manda... mas o pior de tudo é a autocensura, achar que o chefe não vai gostar, isso é terrível."

M.A. - você acha que existe jornalista com independência?
A.P. - Sim, por exemplo, quando você faz uma matéria que quer fazer... a pior coisa do mundo é você chegar na redação e ter uma lista de quem você deve entrevistar ou não, fotografar ou não.
M.A. - De acordo com a sua experiência, qual a notícia que mais lhe impactou?
A.P. - O caso Silvio Viana, que eu ganhei o prêmio. Eu passei cinco anos colhendo materiais e fiz uma matéria de oito páginas sobre toda a investigação que fez o verdadeiro culpado ser preso e estar até hoje.

Sobre o caso Ceci Cunha, Toinho diz que foi a primeira equipe a chegar ao local do crime e comenta que o forte do caso é que Jadielson foi reconhecido, existia um pistoleiro que não conhecia Ceci e que foi Jadielson quem apontou e este pistoleiro nunca foi identificado.

Sobre o caso PC Farias, diz que não investigou. Na época, tinha acabado de ser contratado e estava fazendo treinamento e perdeu o emprego, visto que era o jornal que melhor remunerava os profissionais, pois Paulo César Farias cobria a oferta de todos os outros jornais.

M.A. - Quando se começou a retomada da Tribuna, Pedro Collor fez uma acusação a PC, alegando que aquilo era uma sociedade que envolvia PC e Fernando Collor, você acredita que era isso mesmo?
A.P. - Com certeza! do mesmo jeito que Ceci e Talvane eram inimigos, PC e Fernando Collor eram irmãos e inimigos.

Mário Agra quer saber se é verdade que  na época havia uma importância na distribuição do jornal nos interiores, sujeito até a utilização de helicópteros para que chegasse a tempo. Toinho afirma que isso é verdade: "A intenção de PC era a partir de Alagoas, ter o maior jornal do Nordeste, Alagoas era só a base."

M.A. - O que levou a Tribuna a passar dificuldades até o ponto do fechamento?
A.P. - A partir da morte dele. Quando PC morreu, todo mundo tinha sido contratado, fazendo treinamento... tinham sido feitas dez edições internas, só para treinar, pois ele queria que fosse o melhor jornal do nordeste e ia ser mesmo, aí foi quando Augusto chamou a todos e disse: "apesar de Paulo César ter morrido, vamos continuar com o projeto", mas não foi mais a mesma coisa, era apenas uma questão de honra continuar com o projeto, em 2000 já começava a dar déficit, eles não tinham mais tara, aí passaram por Fernando Collor, arrendaram "de boca", depois Ronaldo Lessa arrendou oficialmente através do irmão e de Lucas Normande, que era o "testa de ferro" de Bob Lira e ficou até 2006... eles abandonaram o prédio e nós ocupamos e montamos a Cooperativa.

Toinho fala sobre o envolvimento de Ronaldo Lessa com a Tribuna:
"O irmão dele, Geraldo Lessa era superintendente, Lucas Normande era indicação de Bob Lira. quando nós ocupamos o prédio, eles conseguiram levar muitos documentos, mas alguns ficaram e nós conseguimos segurar dois cheques de Bob Lira emprestando para a Tribuna, dois cheques de R$100.000,00 e esses dois cheques foram suficientes para a Justiça do Trabalho colocar Bob e Ronaldo como Litisconsorte. nós conseguimos provar em primeira instância que os dois eram responsáveis pelo projeto e felizmente, na segunda instância, no pleno aqui do Tribunal, tiraram o Bob, Ronaldo Lessa até hoje continua como Litisconsorte em todo o processo trabalhista, ele é co-responsável pela falência da Tribuna, legalmente."

M.A. - Esse débito trabalhista que gira em torno de 9 milhões de reais, você acha que esse processo pode chegar a uma conclusão?
A.P. - Só se o prédio, que pertence à família Farias, for a leilão.

Segundo Antonio Pereira, a Tribuna hoje tem 64 jornalistas e gráficos, é a única no mundo que reúne a s duas categorias e tem uma folha de R$ 100.000,00 e custos mensais que totalizam R$ 260.000,00, com uma tiragem de cinco mil na semana e oito mil no domingo e ainda um déficit mensal de R$ 100.000,00. "No mês em que pagamos a folha, não pagamos os tributos e no mês que pagamos os tributos, não pagamos a folha."

Toinho diz que o setor público representa 25% do faturamento da Tribuna, o restante é o setor privado. "O Jornal, quem banca é João Lira, a Gazeta de Alagoas é financiada pela TV, a gráfica hoje representa 50% do faturamento da Tribuna". A empresa de comunicação que mais ganha dinheiro público hoje é a Organização Arnon de Mello, que deve faturar em torno de dois milhões de governo por mês.

M.A. - Como você acha que poderia se resolver o problema financeiro de Alagoas, quando se tem uma dívida gigantesca, maior do que sua receita?
A.P. - Eu estou muito pessimista... o problema todo de Alagoas é o desenvolvimento econômico, o setor sucroalcooleiro e a parte industrial... Alagoas não tem líderes nem na esquerda, nem na direita, nem do centro, nenhuma personalidade preparada para administrar o estado.
M.A. - Você pode citar quais as personalidades políticas que mais prejudicaram o estado?
A.P. - Sim, Fernando Collor, Suruagy, Guilherme Palmeira, Tomás Nonô, todos esses outros que estão no processo, Renan Calheiros e por aí vai...
M.A. - Quem você destacaria positivamente?
A.P - Estou muito pessimista e não vejo nenhuma personalidade que possa citar.
M.A. - Você disse que está muito pessimista e a nível nacional?
A.P. - Eu não sou Petista, sou "Lulista", sou fã do Lula, incondicionalmente, me emociono muito com os discursos dele.
M.A. - Dilma?
A.P. - não tem esse apego de "olho no olho", de vivência, de pobreza, ela tem todo o sofrimento da ditadura... ela é muito forte e Lula não a escolheria se não soubesse de sua fortaleza, mas ela não tem esse olhar para o humano que Lula tem, e vai ser reeleita Presidente do Brasil.

PING PONGUE

M.A. - Que nota de 0 a 10 você dá para o governo Dilma?
A.P. - 6 (seis)
M.A. - Lula?
A.P. - 7 (sete), não foi um governo pleno que ele gostaria de ter feito.
M.A. - Você acha que Zé Dirceu ainda  tem influência neste governo?
A.P. - Lula nunca foi amigo de Zé Dirceu, Dirceu era o dirigente do partido e Lula uma personalidade do Partido, no final das  contas, quem mandava no partido era Lula, mas Dirceu não tem influência nenhuma nos governos de Lula nem de Dilma.
M.A. - Que nota você daria ao Governo Téo ?
A.P. - Melhor dos piores, nota 5 (cinco).
M.A. - Bancada Federal de Alagoas?
A.P. - Collor que não faz nada, tem o Renan que está num âmbito nacional fazendo e tem o "Biu Mutreta", que ao invés de legislar fica trocando recursos nos Ministérios e Deputado Federal é mais difícil ainda. Um cara que me surpreende é Joaquim Beltrão, ele tem uma atuação parlamentar bem razoável. os outros são zero à esquerda.
M.A. - Que nota você daria para essa Bancada?
A.P. -Bem, é muito ruim essa bancada, mas eu não tiro os méritos nem os deméritos.
M.A. - Assembléia Legislativa?
A.P. - 0 (zero)
M.A. - Cícero Almeida?
A.P. - 6 (seis)
M.A. - Câmara de Vereadores?
A.P. - 4 (quatro)
M.A. - Tribunal de Contas?
A.P. - Deveria acabar e ser refeito com concurso público.
M.A. - Poder Judiciário?
A.P. - Da mesma forma, deveria ser refeito sem indicações.
M.A. - você defende a eleição para Juízes?
A.P. - Não
M.A. - e para Desembargadores?
A.P. - Sim, que o povo possa eleger.

Pergunta da platéia
sabemos da influência da imprensa na sociedade de uma forma geral... então eu gostaria de saber, o que você acha dos políticos serem donos de jornais e utilizarem isso a seu favor?

A.P. - Uns são bem descarados mesmo... mas com a eleição de Lula, foi comprovado que influenciam até certo ponto, a internet e as tradições, influenciam muito mais do que um grande veículo de comunicação, que sobrevive mais pela sua credibilidade do que por aquilo que está sendo publicado.

Pergunta da platéia 
Hoje nós vemos dois nomes do Jornalismo brasileiro como Merval Pereira e Diogo Mainard envolvidos em uma polêmica de que ambos foram informantes da Embaixada Norte-Americana sobre a situação política do país, como você, um jornalista, vê a atuação de seus colegas nesse episódio?

A.P. - Bem, Mainard não é jornalista né... e a Veja não é veículo de comunicação, ela pertence a um grupo racista da áfrica do Sul e é financiada pelo governo do estado de São Paulo. A Veja é um pamfleto à serviço para o que há de mais atrasado no País e no mundo.
Merval Pereira é um Péssimo Jornalista, as opiniões dele são as mais esdrúxulas possíveis, agora essa questão de Embaixada americana, hoje em dia um Embaixador pode convidar para jantar o jornalista "tchan" de determinado país e isso não quer dizer nada. Na minha opinião, os dois são jornalistas atrasados a serviço da direita mais ultrapassada desse país, extremamente preconceituosos do ponto de vista "classe" mesmo, odeiam pobre  e todo tipo de cultura que seja popular.

Pergunta da platéia 
você como se diz admirador de Lula, e um jornalista que defende a liberdade de expressão e de imprensa, como você vê o Lula apoiando a criação de um conselho que iria controlar os órgãos de comunicação?

A.P. - Lula não defendeu o conselho, fomos nós que defendemos, eu era vice presidente da Federação Nacional dos Jornalistas e estive no Congresso com Lula, estive com Aldo Rebelo, quem mais ajudou a gente nesse processo, então a ideia não foi do governo, foi nossa, do congresso de Manaus que tiramos essa resolução, já tínhamos pelo menos uns oito congressos de jornalistas brasileiros que tinham tirado essa resolução de criação do Conselho Federal de Jornalismo, que não é para controlar a imprensa, era para nos dar condições mínimas de trabalho. É uma profissão que precisa de regulamentação.

M.A. - Gostaria que você citasse algum fato pitoresco que tenha acontecido com você.
A.P. - Bem, foi  no governo Suruagy, as sub-delegacias tinham sido desativadas, os policiais estavam a meses em grave, eu e Sandro, que é repórter fotográfico, ficamos sabendo que um policial tinha ocupado uma sub-delegacia e a transformou em uma casa, o nosso interesse era fazer uma matéria sobre isso e nós fomos lá várias vezes, mas só encontramos fechado, então um certo dia achamos a sub-delegacia aberta e quando a gente entrou, o cara tinha transformado uma das celas em um quarto de criança, então eu iria conversando com cara até o quintal, enquanto Sandro tirava foto do quarto de criança, ele teve que usar flash e o cara viu o flash, quando eu estava contando para ele que eramos jornalistas e ele siau dizendo que tinha esquecido a arma dele na estante, então foram uns 25 minutos de tensão, até conseguirmos sair de lá.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ANTONIO PEREIRA DA TRIBUNA INDEPENDENTE ESTARÁ NO PRÓXIMO “FORA DE PAUTA"



            O jornalista Antonio Pereira será o próximo entrevistado no programa "Fora de pauta" que acontece quinta-feira, a partir das 20H, no Barroco Comedoria localizado no Bairro do Jaraguá."Toinho" como é mais conhecido é alagoano de Arapiraca e carrega um histórico de 20 anos de batente e luta em defesa de sua categoria.

            Toinho foi presidente do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Atualmente é presidente da Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) e diretor de redação do jornal Tribuna Independente e do portal de notícias Tribuna hoje.

            O Engenheiro Mário Agra estará mais uma vez no comando do bate-papo descontraído no qual Antonio Pereira vai relatar a experiência bem sucedida da Cooperativa Jorgraf que assumiu o comando da antiga Tribuna de Alagoas e transformou o antigo jornal num exemplo de organização entre os trabalhadores da comunicação em Alagoas. Além disso, sua história de vida e militância política também serão outros temas abordados pelo entrevistador Mário Agra.

            O projeto "Fora de pauta" tem repercutido muito bem no meio jornalístico e tem recebido em seus programas muitos profissionais da área além de publicitários, artistas, intelectuais, políticos e empresários, “é mais uma tentativa de resgatar o bairro de Jaraguá como um ambiente boêmio e de efervescência cultural” afirma o idealizador do projeto Mário Agra.


Entrevista Com Joaldo Cavalcante


Entrevista Joaldo Cavalcante

Joaldo fala sobre sua relação com Antônio Albuquerque, narrando sua entrada no palácio, como chegou a lhe dizer uma vez:
“Você chega com esse jeitão, parece aqueles filmes de faroeste, subindo as escadarias do Palácio, mão aberta, observa a gente de longe, se prepara para cumprimentar, aquece as falanges e quando pega na sua mão, olha no seu olho e faz aquele: ‘SECRETÁRIO!’, eu fazia: ‘PRESIDENTE!’ e acabava aí. Eu dizia: Olha, a sua fama é a fama do ‘Tonho Tabica’ você criou algo para tentar fustigar uma coisa que vive fustigando politicamente você permanentemente, você não pode vangloriar-se dessa coisa”.

Joaldo afirma que Albuquerque abriu espaço para o diálogo para construir um projeto de comunicação e segundo Joaldo, isso foi tão verdadeiro que Antônio Albuquerque acabou virando interlocutor das categorias dos trabalhadores do setor público de Alagoas e viu muitas vezes Albuquerque ir ao 10° andar da Secretaria da Fazenda negociar com os Sem Terra para eles saírem e que tamanha era a falta de interlocução dos tucanos no primeiro ano de governo em 2007, que iam ao SINTEAL, o pessoal da Secretaria da Fazenda, todos os Sindicatos, para abrir um diálogo, já que o Governo não dialogava absolutamente nada.

Sobre a fundação da TV Assembléia, Joaldo explica o tipo de envolvimento com a Net, diz que esta empresa, anteriormente chamada de Big TV;
“nada mais é do que uma hospedaria de canais, e descobrimos que a operadora tinha em sua prateleira um canal à disposição não há nenhum investimento na Net. É obrigação por Lei Federal de ceder o canal ao Legislativo, nós apenas requeremos a ele, onde funciona a operadora, divide-se com o Legislativo municipal.”
O entrevistado fala sobre o projeto de colocar a TV Assembléia como digital aberta em Maceió:
“A interlocução já começou, tem um processo já tramitando no Senado Federal, eu quero ver se a gente avança para abrir o canal, a TV Senado vem aberta digitalmente para Maceió. Instalaria o seu transmissor no IZP junto ao canal digital da TV Senado com a sua programação, abre-se um canal pleno pra gente e aí agente joga essa programação da forma mais democrática possível”.
Em seguida, Joaldo ressalta a importância da TV assembléia para a sociedade alagoana, ressaltando a divulgação dos artistas locais:
“Eu acredito muito, mesmo hoje com problemas aqui e ali, no papel que a TV Assembléia desempenha para a sociedade, a regionalização da produção a capacidade de abrir espaço para o músico alagoano como a gente faz. Gravamos shows, tem bandas que não tem condições de sequer, ter um portifólio e apresentar a um apresentador, pois a gente grava e dá um master para a banda, pra eles reproduzirem e colocamos o show deles no ar. Pode conversar com todos eles tem espaço.”
Além do apoio a músicos alagoanos, Cavalcante salientou também a importante iniciativa de digitalizar fitas com entrevistas de grandes personalidades de destaque nas mais variadas áreas como Milton Ênio, Ibi Gato, entre outros, para que virem fonte de consulta em instituições como o MISA e outras que abram as portas para a pesquisa.
            Joaldo conta como estabeleceu uma relação de respeito mútuo com Antônio Albuquerque.
Houve um momento em que a Assembléia Legislativa passava por uma obra de ampliamento do prédio, o Sexta Feira e o Deputado Judson Cabral ficaram responsáveis pela fiscalização da obra, por ambos serem engenheiros, e segundo Joaldo, isso era pauta, na época Judson estava em um processo de confronto com o Parlamento. Em um momento de “temperaturas mais altas”, já tinha passado a operação taturana e foi ao ar entrevistas com Kartia Born, desancando o processo naquelas questões policiais e também foi ao ar o Judson, cobrando sobre a obra. Joaldo então diz que em uma reunião logo após esses fatos, Albuquerque, que nunca interferiu dizendo quem deveria ou não dar entrevista, diz: “O Cavalcante colocou no ar a Kátia que acabou desmoralizando o Poder e colocou o Judson.” Joaldo logo respondeu: “coloquei sim, porque o senhor o nomeou coordenador da obra e ele é notícia.” depois disso, Albuquerque insinuou que Joaldo teria traído a confiança dele.
“Eu não admiti aquilo e deixei bem claro... achei que estava agindo de forma correta, tinha colocado uma matéria no ar, jornalisticamente justificável e praticamente saí da reunião entregando a coordenadoria.”
Segundo Joaldo, na manhã seguinte eles se falaram e resolveram toda essa questão, voltando tudo ao normal como antes.

PERGUNTA DA PLATÉIA: - Você enquanto assessor, o seu assessorado é à instituição democrática Assembléia ou o corpo de deputados? Como você enxerga essa diferença entre a instituição e o corpo de deputados?
J.C.: - Boa parte dos Deputados possui seus assessores de comunicação, alguns nem gostam de imprensa e não escondem isso, mas a maior parte deles possui seus assessores que se relacionam com a comunicação da Assembléia e também se relacionam com o mercado, com jornalistas, com o chefe de reportagem, nós fazemos o trabalho mais holístico, o trabalho da instituição de manter o site em funcionamento, mas, com a preocupação pluralista, pois, o Parlamento é pluralista.
M.A.: - Você é a favor do diploma?

J.C.: - Sim! Exerço minha profissão com ele, e eu quero dizer que desde a implantação do curso de comunicação social no país, o jornalismo se profissionalizou e melhorou muito o seu nível e quem diz isso são pessoas que vieram de tempos em que exerciam a profissão sem a obrigatoriedade do diploma como Aldálio Dantas... Eles ficam dizendo que nós somos Chavistas, que nós somos ligados a nem sei o que, então eu desafio a eles a aplicar o modelo americano de organização do jornalismo, da comunicação em nosso país e eu me dou por satisfeito. Porque lá há uma regulamentação, há critério, eles querem desregulamentar, que significa primeiro uma grande luta trabalhista nas redações de abastardamento dos salários dos profissionais e também o outro lado, que é o lado efetivamente do controle macro da questão da comunicação, do pluralismo.
PERGUNTA DA PLATÉIA: - Qual a sua opinião sobre os jornais policiais de Alagoas e de apresentadores sem qualificação?
J.C.: - Acho que o jornalismo policial já foi inclusive muito mais complicado, porque assim como os poderes constituídos, os jornais também são o espelho da sociedade, se a sociedade começa a avançar, se a diversificação da informação aumenta e as novas tecnologias hoje funcionam para o bem, porque democratizam há um controle maior, uma cobrança maior, essa instantaneidade também é positiva por isso, há uma cobrança e essa pressão chega às redações, o que eu lamento é o ombudsman de jornal (profissional que tem a função de receber críticas, sugestões, reclamações e deve agir em defesa imparcial da comunidade.) que chegou a existir de forma pioneira no Jornal Gazeta entre 1991/1992.
Esse ombudsman tinha sido sepultado com seu uso titular, eu fiquei numa situação lamentável porque o Denis era o titular ombudsman do Jornal Gazeta. Eu fiquei por 60 dias interinamente respondendo pela coluna, e eu vejo como é importante, como a redação se sente... Isso acaba constrangendo o leitor, pois ele não sabe a quem se dirigir. Aquela brincadeirinha de coluna, mandar carta, acaba sendo algo extremamente ineficaz a demanda e as angustias do leitor de se expressar e de buscar um diálogo com os veículos, isso é ainda muito conservador. Fora os sites que tem seus comentários onde as pessoas desabafam, mas que acabam escondendo-se em um anonimato. Mais eu acho que nós temos bons profissionais e isso passa por um processo de qualificação e reciclagem e que as empresas deveriam ter responsabilidade, uma política interna de valorização dos seus profissionais, que não possuí, infelizmente.
PERGUNTA DA PLATÉIA: - Quem é o deputado estadual, autor ou foi relator das GDE’s na Assembléia Legislativa e qual o efeito dessa denúncia na atualidade para as assessorias? Por falar nisso, as assessorias de comunicação tem essas famosas GDE’s?

            J.C.: - Não, são cargos de comissão. A GDE é um desdobramento da GAPE, que é um processo que já existia quando eu cheguei lá. Agora eu me recordo que houve uma modificação e em algum momento, e isso causou até polêmica, o deputado Rui Palmeira foi relator e deu parecer favorável.
PING PONGUE

De 0 à 10, que nota você dá para a Presidente Dilma?

            J.C.: - Pra mim é uma avaliação positiva.
Sobre o governo Téo, você daria nota?
            J.C.: - RI (Rendimento Insatisfatório)
Cícero Almeida?
            J.C.: - RR (Regular)
Qual a sua avaliação do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas?
            J.C.: - RR (Regular)
Assembléia Legislativa?
            J.C.: - RR (Regular)
Na sua opinião, quais os políticos que contribuíram positivamente para Alagoas, quais você citaria?
            J.C.: - Teobaldo Barbosa, que foi o responsável em sustentar o processo de investigação, de punição dos responsáveis pelo assassinato de Tobias Granja. Tavares Bastos, que é o patrono da Assembléia Legislativa, morreu aos 36 anos, deixou cinco obras, a última, “A Província” que a gente vai tentar reproduzir.
Vamos tentar ver por outro ângulo, agora. Quais as personalidades políticas, em sua opinião, que prejudicaram bastante o nosso Estado?
J.C.: - Divaldo Suruagy prejudicou por omissão, com a Gangue Fardada, que era praticamente o comandante da Polícia Militar do Estado de Alagoas, a violência, os crimes de mando... Eu quero voltar a fazer a provocação com você, do que aconteceu no dia 17 de julho, já que a nossa população sabe muito pouco deste dia. A começar pelo Divaldo Suruagy, ao Mano, ao General do 4ª Exército. Seria bastante enriquecedor contar os momentos que você passou, no dia 17 de julho, através de um livro. Você toparia?

            J.C.: - Vamos tentar, RS.....

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


Na ultima quinta-feira 12, a noite no Barroco foi de muito bate papo com o Jornalista Plínio Lins, nesta semana, teremos a presença do Diretor de Comunicação da Assembléia Legislativa de Alagoas. O jornalista Joaldo Cavalcante será entrevistado por Mario Agra que fará perguntas sobre os bastidores da Assembléia e da imprensa alagoana.
Joaldo Cavalcante foi Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió nas gestões de Ronaldo Lessa e Kátia Born, foi Secretario de Comunicação nos dois últimos governos de Ronaldo Lessa.
Foi Presidente do Sindicato dos Jornalistas após duas gestões consecutivas de Adelmo do Santos. Como fato marcante de sua gestão destaca-se a valorização salarial da categoria e em Alagoas, o Jornalista profissional passou a receber um dos maiores pisos salariais do país.
Atualmente é Diretor de Comunicação da Assembléia Legislativa do estado de Alagoas.
Além da entrevista, teremos também um artista convidado especialmente para animar a noite, fazendo do Fora de Pauta, uma opção de informação e descontração.
Nesta edição, receberemos perguntas antecipadas também aqui no blog, desde já podem ser elaboradas e postadas aqui ou envidas por email no: contato.foradepauta@gmail.com.

sábado, 14 de janeiro de 2012

“ PLINIO LINS INICIA O “FORA DE PAUTA” RELATANDO SUA VIDA E SE POSICIONANDO POLITICAMENTE”


Ontem a noite (12/01) o jornalista Plínio Lins conversou com Mário Agra por mais de 2 h no restaurante BARROCO no Bairro de Jaraguá, com as mesas praticamente lotadas, e com a presença de 15 jornalistas. Além dos profissionais de comunicação, estiveram presentes: o atual Deputado Federal Mauricio Quintela, Preside da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió Paula Sarmento, superintendente de desenvolvimento Agropecuário de Alagoas, Hibernon Cavalcante e o pré-candidato a Prefeito de Maceió pelo PSOL Alexandre Fleming.

Após contar que seu nome (Plínio) teria sido uma homenagem feita por seu pai ao Plínio Salgado, ele relatou sobre sua vida de boemia no Rio de Janeiro e de aventureiro após decidir comprar uma moto e viajar por muitos meses pela America do Sul e por vários estados brasileiros.

Chegando em Maceió, decidiu ficar e permanece até hoje, mas para isso e sem conhecer ninguém, morou na rua por quatro meses, trabalhando em restaurantes , lavou muitos carros e deu muitos banhos em cachorros, tudo para conseguir sobreviver e em muitos casos, trabalhando por um prato de comida.

Posteriormente Plínio passou a relatar suas experiências jornalísticas. Falou de suas experiências nos diversos jornais alagoanos. Aí surgiu um momento de descontração quando Plínio todo empolgado informou da sua grande entrevista com o Rei do Baião LUIZ GONZAGA, e disse empolgado: “ele sem sanfona cantou só para mim, as 19 estrofes da música “a Triste Partida”. Em seguida Mário Agra deu o troco: “Plínio, você esteve com gonzagão uma vez, já eu, tive duas vezes. Uma quando tinha oito anos e meu pai me apresentou ao sanfoneiro dizendo todo orgulhoso que eu tocava sanfona. Luiz Gonzaga pegou a sanfona branca, botou no meu colo (a danada era maior que eu), e disse: toca. Eu todo sem jeito toquei ASA BRANCA, ele brincou, passou na minha cabeça e disse que eu iria tocar muito. Dezoito anos depois, encontrei Luis Gonzaga, numa churrascaria aqui em Alagoas, parti para mesa dele e disse: Seu Luiz... o senhor mentiu pra mim. Ele olhou, sem entender nada. Qual o ar de sua graça? “ o que disse a tu Rapaz? respondi: Eu era pequeno, você botou sua sanfona no meu colo e disse que eu ia tocar muito. Pois bem já se passou 18 anos e ainda não aprendi a tocar nessa gota. Sem pestanejar, Gonzagão deu um grito no garçon e disse: Cabra veio, traga um copo prá eu dar uma pinga a esse jovem prá vê se esse condenado esquece a mentira que eu disse a ele.   Boas gargalhadas e eu feliz da vida, voltei a minha mesa depois de engolir uma bexiguenta de uma cachaça da peste de ruim”.  

Em seguida, Plínio defendeu o diploma para jornalista, contou os bons e péssimos momentos jornalísticos. Criticou o controle político das informações na imprensa nacional e alagoana e a dependência delas, no caso de Alagoas, dos recursos públicos do governo estadual e municipais. 

Cutucado por Mário Agra, ele relatou suas convicções quanto aos casos mais polêmicos de assassinatos em Alagoas e no Brasil.

Por ter sido Plínio uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime, 
Mário Agra perguntou:
- Plínio....QUEM MATOU O PAULO CESAR FARIAS?
-“ SUZANA MARCOLINO...E DEPOIS ASSASSINARAM ELA”. Respondeu Plínio sem pestanejar. “ESTOU CONVICTO”.
- Plínio... você também acompanhou as investigações, juntamente com Luiza Barreiros e a fotógrafa Ivete, o bárbaro assassinato da então deputada Federal e amiga de Fernando Henrique Cardoso no período de pleno exercício presidencial.... afinal... QUEM MATOU A DEPUTADA CECI CUNHA?
- “ TALVANES ALBUQUERQUE”- Primeiro suplente de Ceci Cunha.

Ping pong da POLÍTICA:
Após fazer um balanço da política nacional, Plínio disse que respeitava a posição política do PSOL, mas destacou a importância política, econômica e social do governo LULA e DILMA.

Perguntado se teria condições de lembrar o nome dos 9 deputados federais por Alagoas, Plínio citou rapidamente o nome de cinco, iniciando pelo Maurício Quintela que estava presente, mas só concluiu, com a ajuda dos presentes. Quanto aos deputados Estaduais, parou no sexto tendo dificuldade de lembrar os 21 restantes. Quanto a Câmara de Vereadores, lembrou de imediato de Heloisa Helena, Marcelo Malta e parou.

PING PONG: 
MA -Você ainda é filiado ao PCdoB?
PL -Sim. Apenas filiado, mas sem militância.
MA – Quais as melhores figuras públicas da política alagoana?
PL – O velho TEOTÔNIO VILELA (pai), HELOISA HELENA, EDUARDO BOMFIM e o ALDO REBÊLO (este ultimo não é deputado por Alagoas, mas é alagoano)
MA- E os piores?
PL- SURUAGY, COLLOR e GERALDO BULHÕES
MA – Que nota você daria a Dilma?
PL –08 ( oito)
MA- A bancada federal ( deputados e senadores) de Alagoas?
PL – 05 (cinco)
MA – Ao Governador Teotônio Vilela Filho?
PL – 06 (seis)
MA – A Assembléia Legislativa?
PL – 0 (zero)
MA – Ao Prefeito Cícero Almeida?
PL –  04 (quatro) para o segundo mandato
MA- E para Câmara de Vereadores?
PL- Não merece nota

Após o encerramento do evento, Mário Agra  salientou para alguns jornalistas ainda presentes que cometeu dois grandes erros, em ter esquecido em perguntar ao Plínio, sobre os bastidores do famoso e último debate LULA X COLLOR em 1989, onde o primeiro amarelou e frustrou uma grande parcela da população brasileira. Naquele dia, Plínio e outros jornalistas, teriam preparado LULA horas antes do debate, mas a linha adotada de ultima hora foi outra. Que aconteceu? Sei que ele tem uma boa informação que poucas pessoas sabem o que verdadeiramente aconteceu naquele dia e o que levou LULA a mudar de postura.

A segunda pergunta que não foi feita refere-se ao famoso discurso de Renan Calheiros feito da tribuna da Assembléia Legislativa de Alagoas em 1978, desafiando Collor. Afinal.... quem fez aquele famoso texto intitulado “ O PRINCIPE HERDEIRO DA CORRUPÇÃO”.

Errei...disse Mário Agra, mas não tem problema, o Plínio ainda voltará aqui para contar essas duas histórias direitinho, finalizou Agra.

Na próxima quinta (19/01), será a vez de Joaldo Cavalcante, ex-Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do governo estadual por duas gestões.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012




O JORNALISTA PLÍNIO LINS INICIA
“FORA DE PAUTA” EM 2012


No próximo dia 12 de janeiro de 2012 tem inicio no Barroco
Comedoria no Jaraguá o projeto “Fora de Pauta” comandado pelo Engenheiro
Agrônomo e Presidente Estadual do PSOL, Mário Agra. 

O primeiro entrevistado será o jornalista Plínio Lins, pioneiro
em projetos desse tipo em Alagoas com o “Conversa de Botequim”, Plínio é
dono de um dos textos mais respeitáveis da imprensa alagoana.

Plínio foi boêmio, aventureiro, Bancário, militante do PCdoB,
assessor parlamentar de Renan Calheiros e posteriormente Eduardo Bonfim,
participou juntamente com Cláudio Humberto Rosa e Silva da coordenação de
campanha de Fernando Collor para governo de Alagoas e também fez parte da
equipe de comunicação na campanha de Lula em 89 e ainda foi Secretário de
Comunicação do Prefeito Djalma Falcão.

A entrevista será no restaurante “BARROCO” na Rua Sá Albuquerque, Jaraguá.